Pai.
É uma palavra demasiado pequena para todo o amor que carrega. Não falamos desse amor muitas vezes, quase nunca, diria. Talvez porque a sua dimensão vai além das palavras, fica aquém do palpável e suporta uma dimensão maior que nós próprios. Posso escrever a vida inteira, até que as mãos me sangrem e as palavras me esgotem, mas nunca vou ser capaz de expressar este sentimento que me faz ser mais que eu, porque sou também ele, e tanto do que me passou da sua essência. É com orgulho e gratidão que lhe chamo todos os dias aquele que será sempre, para mim, o seu nome. Aquela palavra pequena, pequenina, mas que traz com ela a doce certeza que a sorte me bafejou quando o escolheu para mim. Parabéns Pai.
